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A maturidade digital é importante em um cenário competitivo entre os aeroportos

Margarita de Lucas

Diretora de Marketing e Comunicações, Airport IT, Amadeus

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A intensa concorrência pelo crescimento entre os players da indústria de viagens está obscurecendo as fronteiras tradicionais. Suas consequências para os modelos de negócios dos aeroportos e seus parceiros no ecossistema do aeroporto se manifestam em diversos níveis.

Os aeroportos com mais de 25 milhões de passageiros por ano, com pelo menos 25% de tráfego de conexão, enfrentam uma concorrência cada vez maior dos aeroportos domésticos, hubs regionais e ‘mega hubs’ mundiais. No outro extremo do espectro, os aeroportos menores estão frequentemente entrincheirados em intensas batalhas regionais para atrair e reter as companhias aéreas.

A tecnologia digital oferece aos aeroportos uma grande quantidade de oportunidades e maneiras de se diferenciar dos concorrentes. Por exemplo, novos fluxos de receita provenientes de serviços premium, desempenho operacional otimizado e melhor experiência do passageiro resultarão em uma proposta de valor mais atraente para os clientes das companhias aéreas.

Pressão para otimizar a infraestrutura e as finanças dos aeroportos

A natureza evolutiva da concorrência entre as companhias aéreas e os modelos de negócios em mudança exercem mais pressão sobre os modelos estabelecidos de aeroportos. As expectativas dos passageiros e das companhias aéreas, devido aos rápidos avanços nas tecnologias móveis e digitais, apresentam aos aeroportos um conjunto fundamentalmente diferente de necessidades físicas e digitais em relação a 10 ou 15 anos atrás. Ao mesmo tempo, os aeroportos continuam sendo empresas que exigem grandes investimentos. Embora a estrutura de propriedade dos aeroportos possa influenciar as perspectivas comerciais, todos os aeroportos se veem obrigados a fazer mais com suas instalações atuais e, ao mesmo tempo, otimizar o custo total de suas operações.

O momento é decisivo para os aeroportos adotarem a tecnologia digital

Há indícios de tentativas crescentes para definir uma abordagem coordenada para a digitalização. Um bom exemplo é a iniciativa NEXTT (New Experience in Travel and Technologies). Desenvolvida em cooperação entre a IATA e a ACI (Airports Council International), o objetivo da NEXTT é encontrar formas potenciais de integrar sistemas e melhorar as operações de maneira mais segura, eficaz e sustentável para o benefício dos passageiros e do setor. Contudo, na maioria dos casos, os aeroportos foram obrigados a definir seus próprios roteiros digitais, deixando grandes práticas a serem definidas. Os modelos de negócios dos aeroportos existentes e as infraestruturas físicas e de TI relacionadas enfrentam um momento decisivo , porque eles simplesmente não foram projetados para lidar com o volume de passageiros ou a diversidade das necessidades dos clientes com as quais os aeroportos são confrontados hoje.

As mudanças culturais não devem ser subestimadas

Na tentativa de realizar seus planos de transformação digital, os aeroportos enfrentam grandes obstáculos face ao investimento digital. Ainda que o custo de implementação seja inevitavelmente um fator importante, os inibidores da transformação digital não estão de forma alguma limitados a fatores ‘difíceis’. Problemas ‘fáceis’ relacionados à integração de conceitos digitais em uma força de trabalho analógica não devem ser subestimados e, em muitos casos, exigirão métodos de trabalho diferentes que podem estar em desacordo com a idade, habilidades e capacidades da força de trabalho humana existente.

Neste contexto variado, o modelo de maturidade digital dos aeroportos de Arthur D. Little fornece uma estrutura para avaliar os diferentes níveis de maturidade dos mesmos. Ele também pode ser utilizado para destacar as principais considerações para os aeroportos, na medida em que eles se preparam para a transformação inevitável dos negócios e devem manter a segurança e a continuidade das operações existentes.

É neste contexto que o relatório de transformação digital dos aeroportos: do desempenho operacional à oportunidade estratégica,  destaca o papel que as tecnologias Airport 4.0 podem desempenhar. Não apenas para auxiliar os aeroportos a otimizar o custo total de suas operações, mas também para permitir o aprimoramento de suas propostas de valor.

 

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